Educação a Distância: possibilidades e limites.

Por Dayse Alves Barbosa

 Recentemente, devido principalmente à popularização das redes sociais, a Educação à Distância (EaD) vem se popularizando e tem se tornado assunto primordial nos meios acadêmicos que tecem um novo olhar sobre a educação no século XXI.

Temos acompanhado o surgimento de inúmeros programas e tecnologias na rede mundial, elaborados por profissionais da informática e por empresas que argumentam estar atendendo a um crescente número de indivíduos em busca de um tipo específico de capacitação.

Não se pode negar que a EaD é hoje uma realidade que mobiliza uma grande parcela da sociedade e que, por isso mesmo, necessita receber uma atenção mais fundamentada em práticas pedagógicas e metodológicas que tornem possíveis a utilização de recursos tecnológicos em ambiente cibernético ou virtual com alto índice de interatividade.

Sem sombra de dúvida, todo educador sabe que educar é tornar possível ao educando participar do processo de construção do seu próprio conhecimento. Por essa razão, as práticas pedagógicas devem permitir a integração de todas as potencialidades tecnológicas à educação.

Percebe-se cada vez mais que a intensificação da comunicação através das mídias sociais possibilita uma crescente interatividade entre pessoas que se encontram em locais diferentes. Interação essa que também é perfeitamente possível de se realizar de modo assincrônico. Mesmo assim, a transmissão de informação e a construção de conhecimento são possíveis mediados pela tecnologia de rede.

No entanto, é importante ressaltar que, para tornar a aprendizagem e essa construção eficazes por meio da EaD, é preciso analisar como o processo de apropriação de conhecimento ocorre quando estruturas de comunicação em rede são utilizadas.

Em diversos momentos de uma aula digital, o educando encontra-se atuando de forma mais autônoma, sem a mediação em tempo real – ou sincrônica – de um tutor. Em função disso, a aula digital deve ser elaborada de forma suficientemente criativa levando o educando a formar conceitos a partir de tomadas de decisão que deverão ser habilmente conduzidas por meio das orientações proporcionadas pelos autores da aula digital. O planejamento em EaD deve possibilitar, portanto, flexibilidade e uma postura crítica e reflexiva por parte do educando.  

Porém, mesmo reconhecendo como todos esses recursos tecnológicos tornam a EaD viável por meio de metodologias dinâmicas e eficazes que motivam o aprendiz a refletir sobre o conteúdo da aula, muitos educadores ainda resistem em reconhecer esses recursos como eficientes para o desenvolvimento de competências e habilidades.

Concluindo, EaD deve ser pensada com uma concepção construtivista em que o conhecimento prévio do educando e os mecanismos instigadores para sua reflexão frente ao conteúdo apresentado devem ser aliados às tecnologias de informação mais apropriadas para essa construção. Enquanto que os educadores ainda resistentes a essa nova era educacional devem ser gradativamente levados a refletir a esse respeito por meio da observação de situações bem sucedidas a fim de se apropriarem com segurança dessa nova metodologia.

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