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BINGO

Nas turmas de 4º ano do Projeto Rio Criança Global, levei para a sala de aula o jogo BINGO que, acredito, toda as escolas têm.

Preparei cartelas com números entre 1 e 60 apenas, já que as do jogo vão até 99.

Retirei as bolinhas acima de 60 e joguei com eles.

Toda vez que algum aluno falava que tinha o número que eu sorteava e que falava em inglês, eu pedia para eles falarem “I have it”

A esse(s) aluno(s) eu pedia para repetirem o número, e me mostrarem na cartela se o tinham mesmo.

Então, eu dava a ele(a) um M&M para marcar o número. Lógico, ele não podia comer naquela hora. Se comesse, perderia a chance de ganhar o jogo, porque eu não daria outro M&M.

O aluno que ‘bingasse’ primeiro, além de ganhar todos os M&M da cartela, ganharia mais um gift: um lápis, uma borracha, um apontador.

Claro que ninguém tem a obrigação de comprar M&M para as crianças nesse jogo. Pode-se usar qualquer outro marcador.

Mas o M&M os fez ficarem realmente quietos, atentos, querendo acertar, para ganhar.

Se o aluno não repetisse o número, eu não dava o M&M. Se ele estivesse desatento, perdia a chance pois eu não repetia números anteriores se ele perguntassem “Já saiu o …”

Acabou dando certo. Se a gente dá as regras e instruções bem claramente no início, acaba dando certo.

O BINGO pode ser feito com ‘VÁRIOS’ conteúdos e para várias séries: horas, cores, daily activities, etc, que podem ser colocados com palavras ou com figuras.

E procuro colocar em cada cartela, no máximo 6 (SEIS) elementos, para não demorar muito.

Educação a Distância: possibilidades e limites.

Educação a Distância: possibilidades e limites.

Por Dayse Alves Barbosa

 Recentemente, devido principalmente à popularização das redes sociais, a Educação à Distância (EaD) vem se popularizando e tem se tornado assunto primordial nos meios acadêmicos que tecem um novo olhar sobre a educação no século XXI.

Temos acompanhado o surgimento de inúmeros programas e tecnologias na rede mundial, elaborados por profissionais da informática e por empresas que argumentam estar atendendo a um crescente número de indivíduos em busca de um tipo específico de capacitação.

Não se pode negar que a EaD é hoje uma realidade que mobiliza uma grande parcela da sociedade e que, por isso mesmo, necessita receber uma atenção mais fundamentada em práticas pedagógicas e metodológicas que tornem possíveis a utilização de recursos tecnológicos em ambiente cibernético ou virtual com alto índice de interatividade.

Sem sombra de dúvida, todo educador sabe que educar é tornar possível ao educando participar do processo de construção do seu próprio conhecimento. Por essa razão, as práticas pedagógicas devem permitir a integração de todas as potencialidades tecnológicas à educação.

Percebe-se cada vez mais que a intensificação da comunicação através das mídias sociais possibilita uma crescente interatividade entre pessoas que se encontram em locais diferentes. Interação essa que também é perfeitamente possível de se realizar de modo assincrônico. Mesmo assim, a transmissão de informação e a construção de conhecimento são possíveis mediados pela tecnologia de rede.

No entanto, é importante ressaltar que, para tornar a aprendizagem e essa construção eficazes por meio da EaD, é preciso analisar como o processo de apropriação de conhecimento ocorre quando estruturas de comunicação em rede são utilizadas.

Em diversos momentos de uma aula digital, o educando encontra-se atuando de forma mais autônoma, sem a mediação em tempo real – ou sincrônica – de um tutor. Em função disso, a aula digital deve ser elaborada de forma suficientemente criativa levando o educando a formar conceitos a partir de tomadas de decisão que deverão ser habilmente conduzidas por meio das orientações proporcionadas pelos autores da aula digital. O planejamento em EaD deve possibilitar, portanto, flexibilidade e uma postura crítica e reflexiva por parte do educando.  

Porém, mesmo reconhecendo como todos esses recursos tecnológicos tornam a EaD viável por meio de metodologias dinâmicas e eficazes que motivam o aprendiz a refletir sobre o conteúdo da aula, muitos educadores ainda resistem em reconhecer esses recursos como eficientes para o desenvolvimento de competências e habilidades.

Concluindo, EaD deve ser pensada com uma concepção construtivista em que o conhecimento prévio do educando e os mecanismos instigadores para sua reflexão frente ao conteúdo apresentado devem ser aliados às tecnologias de informação mais apropriadas para essa construção. Enquanto que os educadores ainda resistentes a essa nova era educacional devem ser gradativamente levados a refletir a esse respeito por meio da observação de situações bem sucedidas a fim de se apropriarem com segurança dessa nova metodologia.

O Alto Custo dos Baixos Salários dos Professores

Fonte: http://www.nytimes.com/2011/05/01/opinion/01eggers.html?_r=1

Por DAVE EGGERS e NÍNIVE CLEMENTS CALEGARI

Publicado: Abril 30, 2011

QUANDO nós não conseguimos os resultados que queremos em nossos esforços militares, nós não culpamos os soldados. Nós não dizemos, “Foram esses soldados preguiçosos e seus planos de benefícios excessivos! Foi por isso que nós não nos saímos melhores no Afeganistão!” Não, se os resultados não estão de acordo, nós culpamos os planejadores. Nós culpamos os generais, o secretário de defesa, os Chefes de Estado. Ninguém acusa os homens ou mulheres que lutam todos os dias nas trincheiras por um baixo salário e reconhecimento insuficiente.

E, todavia, na educação nós fazemos isso. Quando não gostamos do desempenho de nossos estudantes em testes internacionais padronizados, nós culpamos os professores. Quando não gostamos do desempenho das escolas particulares, nós culpamos os professores e reduzimos os seus recursos.

Comparemos isso à nossa abordagem aos nossos militares: quando os resultados em campo não são os que esperávamos, pensamos em maneiras para melhor apoiarmos os nossos soldados. Nós tentamos dar a eles melhores ferramentas, melhores armas, mais proteção, melhor treinamento. E quando o recrutamento é baixo, nós oferecemos incentivos.

Temos uma chance rara agora, com muitos professores aproximando-se da aposentadoria, de provar que somos sérios em relação à educação. O primeiro passo é tornar a profissão do professor mais atraente para os universitários. Isso requer alguma ação.

No momento, o salário médio do professor é equivalente ao do coletor de pedágio ou barman. Os professores recebem 14 por cento menos do que os profissionais em outras ocupações que requerem níveis de educação semelhantes. Em termos reais, o salário dos professores tem caído nos últimos 30 anos. O salário médio inicial é $39.000; o salário médio em final de carreira – após 25 anos na profissão – $67.000. Isso faz com que os professores não consigam comprar uma casa em 32 áreas metropolitanas, e faz com que constituir uma família com um salário quase impossível.

Então, como os professores conseguem? Sessenta e dois por cento trabalham fora da sala de aula para conseguir equilibrar o orçamento. Para Erik Benner, um professor de história premiado de Keller, Texas, o dinheiro tem sido uma batalha constante. Ele tem dois filos, e há 15 anos não tem sido capaz de sustentá-los com o seu salário. Todo dia útil, ele sai diretamente da Trinity Springs Middle School para operar uma empilhadeira na loja Floor and Décor. Ele trabalha até as 11 todas as noites, depois levanta e começa tudo novamente. Isso parece “Um Plano”, a nível estadual ou federal? Temos trabalhado com professores de escolas públicas por 10 anos; todo ano, vemos muitos dos melhores professores abandonarem a profissão. Eles estão esgotados pelas longas horas de trabalho, baixo salário, falta de apoio e respeito.

Imaginem um professor iniciante, atirado em uma escola urbana, a quem se pede para ensinar cinco turmas por dia, com até 40 alunos cada. No fim do ano, se os resultados dos testes não aumentaram suficientemente, ele ou ela é chamado de professor ruim. Para os universitários que têm outras opções, este tipo de pressão, para um salário tão baixo, não faz muito sentido. Então, todos os anos, 20 por cento dos professores de áreas urbanas abandonam a carreira. Em nível nacional, 46 por cento dos professores largam a carreira antes do quinto ano. Isso custa aos Estados Unidos $7.34 bilhões anualmente. O efeito dentro das escolas  — especialmente aquelas nas comunidades em áreas urbanas onde a rotatividade é maior — é devastador.

Mas podemos mudar esse curso. Nos próximos 10 anos, mais do que a metade dos quase 3.2 milhões de professores de escolas públicas estarão elegíveis para aposentadoria. Quem os substituirá? Como podemos atrair e manter as melhores mentes na profissão?

As pessoas falam sobre prestação de contas, medições, estabilidade, resultados de provas e remuneração por desempenho. Estas questões merecem um debate, mas são secundárias em relação à seleção e capacitação dos professores e a tratá-los justamente. Não há nenhuma bala de prata que consertará toda escola na América, mas até que solucionemos o problema da rotatividade dos professores, não temos nenhuma chance.

Podemos melhorar? Podemos elaborar “Um Plano”? É claro.

A firma de consultoria McKinsey examinou recentemente como nós podemos atrair e reter o grupo de professores talentosos. O estudo comparou o tratamento dado aos professores aqui e em três países que tiveram melhor desempenho em testes padronizados: Finlândia, Singapura e Coréia do Sul.

Acontece que estes países têm uma abordagem à profissão totalmente diferente. Primeiro, os governos nestes países contratam os melhores formandos para esta profissão. (Nós, não.) Na Finlândia e em Singapura, eles pagam para a capacitação. (Nós, não.) Em relação ao poder aquisitivo, a remuneração dos professores da Coréia do Sul é, em média, 250 por cento do que nós pagamos.

E, principalmente, eles confiam nos seus professores. Eles são corretamente vistos como a solução, não o problema, e quando aperfeiçoamento é necessário, a escola recebe apoio e desenvolvimento, não punição. Consequentemente, a rotatividade nestes países é surpreendentemente baixa: na Coréia do Sul, é 1 por cento por ano. Na Finlândia, é de 2 por cento. Em Singapura, 3 por cento.

McKinsey entrevistou 900 estudantes americanos de nível superior e constatou que 68 por cento considerariam ensinar se os salários iniciais fossem $65,000 e aumentassem a um máximo de $150,000. Podemos fazer isso? Se nos comprometermos em “conquistar o futuro”, nós devemos. Se alguma administração é capaz de combater isso, é a atual. O Presidente Obama e a Secretária de Educação Arne Duncan compreendem a centralidade dos professores e têm dito que melhorar o nosso sistema educacional começa e termina com ótimos professores. Mas educação de classe custa dinheiro.

Para aqueles que dizem, “Como pagamos isso?” — bem, como estamos pagando por essas guerras concomitantes? Como pagamos pelo sistema de rodovias interestaduais? Ou o resgate da poupança e empréstimos em 1989 e dos bancos de investimentos em 2008? Como pagamos pelo projeto igualmente ambicioso de enviar americanos à lua? Tivemos a visão e tivemos a vontade e encontramos uma maneira.

Dave Eggers e Nínive Clements Calegari são fundadores de 826 centros de tutoria nacionais e produtores do documentário “O Professor Americano.”

FAÇA O REPELENTE DOS PESCADORES EM CASA

Repelente barato, cheiroso e eficaz! Leiam, não é só para o mosquito da dengue. Estou repassando, por entender tratar-se de uma solução fácil para um problema que vem se arrastando e adoecendo tantas pessoas. Se for possível, repassem. Senhores, volto a insistir, com tanta chuva, está sendo impossível controlar poças d’agua e criadouros, como sabem. Estou fazendo um trabalho de formiguinha e está dando certo. Este repelente caseiro, ingredientes de grande disponibilidade, fácil de preparar em casa, de agradável aroma, econômico. Em contato com pessoas, tenho notado que não se protegem, estão reclamando que crianças estão cheias de picadas. Tenho distribuído frascos como amostra, todos estão aderindo. Já distribuí 500 frascos e continuo. Mas, sou sozinha, trabalhando com recursos próprios, devido ao grande número de casos de dengue, não consigo abranger. Gostaria que a SUCEN sugerisse aos municípios distribuir este repelente (numa emergência) nos bairros carentes com focos da dengue, ensinando o povo para futuramente preparar e usar diariamente, como se usa sabonete, pasta de dente. Protegeria as pessoas e ao mesmo tempo, diminuiria a fonte de proteína do sangue humano para o aedes maturar seus ovos, atrapalhando assim, a proliferação. Não acham que qualquer ação que venha a somar nesta luta deveria ser bem vinda?

DENGUE: FAÇA O REPELENTE DOS PESCADORES EM CASA:

1/2 litro de álcool;

– 1 pacote de cravo da Índia (10 gr);

– 1 vidro de óleo de nenê (100ml)

Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando, cedo e de tarde;

Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva-doce, aloe vera).

Passe só uma gota no braço e pernas e o mosquito foge do cômodo.

O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, espanta as pulgas dos animais.

O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar os ovos e atrapalha a postura, vai diminuindo a proliferação.

A comunidade toda tem de usar, como num mutirão. Não forneça sangue para o aedes aegypti!

Ioshiko Nobukuni

Sobrevivente da dengue hemorrágica